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19 de janeiro de 2015

Sobre encontros diários com as minhas contradições...

Eu tentei ser uma blogueira. Escrever com frequência sobre coisas que me interessavam e me atravessavam pela estrada da vida. Falhei. Meu blog não era atualizado desde 2013. Meus interesses de ontem não já não são. O que eu queria outrora, não faço mais questão agora. Naquele momento, ter um espaço para escrever sobre meus pensamentos, conjecturas e opiniões era válido. Neste, escrever tem me custado. Atualmente: mestranda, dona de casa-que-trabalha-fora, bom resumo da minha vida, não necessariamente nesta ordem. Às vezes blogueira. Apenas quando dá vontade. Quando a escrita é obrigatória ela engasga e te trava para escrever sobre o que não é. Mas daí pensei: escrever bobagens pode ajudar a escrever o necessário. Então lá fui eu. Desenterrar o blog e escrever desimportâncias. Essa palavra não é minha, peguei emprestada do meu poetinha favorito que infelizmente não está mais entre nós. Dele também é a frase da qual parafraseei para dar título à este texto, gênio, Manoel de Barros. A falar sobre o título, sinceramente, não sei se ele faz jus ao conteúdo do texto, mas gostei dele.
Geralmente, o ímpeto para escrever me aparece quando leio muito, algumas leituras me inspiram. Leituras de textos escrito por gente. Aquelas que você se identifica de alguma forma. Essa situação concebe uma denúncia: não li nada que me inspirasse a escrever em 2014.
2014 foi um ano louco, onde aconteceu tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora. Na verdade, foi um ano de muitas leituras, algumas inspiradoras, mas para outros fins, para escritas direcionadas que não cabiam em blog. Foi um ano de acontecimentos intensos, inspiradores, cheios de afetos e muitos desafios. Acho que por isso que tive a impressão que o ano de 2014 passou feito um rolo compressor por cima de mim. Muita informação. Muitos acontecimentos. Pouco tempo pra digerir. De repente tudo sai do lugar e tem que ser recolocado em outros. Mas é que às vezes vida precisa disso... recolocações de algumas coisas, de algumas certezas.
Dois mil e quinze está sendo diferente. Eu decidi que seria diferente. Slow motion. Sem pressa, sem atropelos, deixando as coisas acontecerem devagar para que eu pudesse senti-las. Sem obrigatoriedades, sem preocupações muito adiantadas (ainda não consegui me livrar totalmente da ansiedade). Fazendo do meu jeito, respeitando meu tempo e minhas vontades. Ontem fiz 26 e não fiz nada. Nada? Sim, nada. Nem uma comemoraçãozinha? Nada. Estive da forma como, naquele momento, eu estava com vontade de estar: fazendo nada com família, em casa. Com uma saída para tomar açaí com a mamãe, que o calor estava de matar e ninguém é de ferro. Mas simplesmente quis estar. Sentir os 26 chegar. E acho que senti. Estou sentindo. Está sendo legal. Experiência é uma coisa legal.
Acho que por isso a vontade de escrever aqui. Este lugar deixou de ser um espaço obrigatório. Agora só quando eu quero. Liberdade é a palavra.
E assim, a imagem do início que escolhi para ilustrar o texto faz todo sentido. Não sei se sei o que quero, não sei para onde vou. Mas sei que estou indo, e irei devagar, sentindo, colhendo, brisando. E que assim seja.



Essa é de hoje. Pôr do sol lindo e colorido. Como há um tempo eu tinha parado de reparar. Tinha esquecido o quanto eu gosto.

Que 2015 seja o ano de apreciar pores do sol.

E fim do texto esquizofrênico!


5 de agosto de 2013

Revisitando contos de fadas...

Sempre tive uma certa preguiça aos famosos contos de fadas. Quando criança, tive pouco contato, lia/via outras coisas e quando cresci, fui percebendo o quão perversas podem ser as "histórias de princesas". Já pararam para pensar na exacerbação da importância da beleza que essas histórias tão inocentes pregam? Mas não é qualquer beleza, tem que ter um padrão: é a beleza branca, loira, do cabelo liso e olhos azuis. Na própria história da Branca de Neve, a trama inteira se desenrola entre uma rainha má que tem inveja da moça "mais bonita de todo reino", que era Branca de Neve.
Enfim, mas no fundo no fundo, o que sempre me incomodou mais na maioria dessas histórias era a passividade das princesas. Já repararam que elas nunca tiveram nenhuma ação ativa em relação a mudança dos seus "destinos"? Tinham sempre que esperar pela chegada de um príncipe encantado para salvá-las de todo mal que existia no mundo. Elas mesmas, nunca fizeram patavinas.
Até aí ,dá pra ter uma noção de qual é minha crítica né? O incentivo ao modo estereotipado de enxergar as mulheres: passivas, desempoderadas que tem que esperar por um homem para que suas vidas fossem de fato, boas. Não sejamos ingênuos em pensar que essas histórias não querem passar nenhum tipo de mensagem e que elas são inocentes e estão aí apenas para distrair as crianças. Elas são criadas por seres humanos, e por tanto, uma construção social vindo de um histórico, de uma cultura, de um contexto. Tais histórias querem, de forma subliminar ou não, introjetar ideias para manter um modelo de sociedade. Você imagina qual modelo seja este?


Pois então, eis que hoje assisti o filme "Branca de Neve e o Caçador"  que, confesso, estava resistindo bastante por 2 motivos:
1- justamente pela minha rusga com os contos de fadas, achei que seria só mais uma versão chatinha.
2-  por ter um certo preconceito e não gostar muito da atriz principal, a Kirsten Stewert, sim, por causa do Crepúsculo.
Mas eis que hoje, por total falta de opção, foi o que restou ao meu domingo. E não é que o filme me surpreendeu?!
Além de ser uma trama que te prende e a Charlize Theron está mais diva do que nunca no papel de Rainha Má, mas principalmente, por que o filme saiu do tradicional "princesa passiva que aguarda o príncipe encantado" e traz uma versão de uma Branca de Neve guerreira, corajosa, que toma as rédeas da situação e que se põe a frente da luta para recuperar o seu reino. Ela foge dos vestidinhos cheios de frufrus e dos cabelos impecavelmente arrumados que as princesas costumam usar, e aparece o filme todo com uma roupa que lhe dá um ar de força e determinação. Sem falar que no final (me desculpem quem ainda não assistiu e está achando que eu vou queimar o final do filme), ela não se casa com o príncipe encantado e "vive feliz para sempre". Não. Pelo contrário ela é coroada rainha de seu reino, triunfante e sem par romântico. Mesmo que durante todo o filme a sugestão fosse um certo affair entre ela e o caçador. E esse tal caçador foi outra surpresa, justamente por ter sido sugerido durante todo filme como possível par de Branca de Neve,  ele foge totalmente do padrão "príncipe encantado" sendo um bêbado viúvo, com uma postura grosseira e mal educada, que mantém distância apesar de demonstrar afeto.
Logo, exceto pelo enredo base, que obviamente foi o tal "ela é mais bonita que eu, mate-a", a insistente rivalidade entre mulheres que fazem questão de incentivar, o filme saiu do padrão que eu estava esperando, e me surpreendeu de verdade. Sem falar que mesmo com este enredo baseado na busca eterna pela beleza, conseguiram dar um ar dramático bastante interessante, ao ponto de que toda beleza era perseguida e não é apenas a da Branca de Neve e que a loucura da Rainha Ravenna era tamanha, que ela abduz a beleza de todos do reino.
Por fim, terminei de assistir com uma sensação boa, e se tem histórias de conto de fadas que merecem serem contadas, são essas em que as mulheres são empoderada e donas de suas histórias, que as constroem juntamente com os seus pares, seu futuro e seu caminho. Passou da hora de revisitarmos, sob novas lentes, esses contos de fadas arcaicos, machistas e patriarcais.


17 de abril de 2013

Sobre essa história de se "formar"...

Esse negócio de se formar é uma coisa estranha. Começando pela palavra "formatura" que sugere de imediato que quem se "forma" sai pronto de universidade, sai formado.
Acho que mais do que formar, minha vontade maior é de transformar. Sair do lugar do comum, transver realidades, desfazer o normal, duvidar de tudo que é certo e desafinar o coro dos contentes.
Essa história de formar me faz ficar com uma sensação estranha, uma mistura de sentimentos, medo, alegria, ansiedade, estranheza, insegurança... tudo junto e bem misturado, tão misturado que eu nem sei te contar em que intensidade eu sinto o quê.
Hoje eu saio com a sensação de não saber pra onde ir, e pra onde quer que eu vá, o que fazer lá? Será que eu sei fazer? Será que eu sei ser essa tal de "psicóloga" que eu vou carregar junto do meu nome a partir de agora? E que psicóloga é essa que vou ser? Será que conseguirei, depois de "formada", transformar?
Perguntas que rodeiam em meus pensamentos a ponto de me deixar zonza.
Mas ao mesmo tempo, considerando toda a dialética que a vida tem, apesar da angústia da dúvida, tem também as delícias do "não saber" que movimenta, tira do lugar, faz buscar. E que assim seja, pois é disso que preciso na minha busca incessante pelo transformar.
Portanto, saio sabendo que ainda tenho muito o que aprender, e que não, a universidade não me formou, mas deu um bom empurrão para esse meu vir a ser  profissional... um "se formar" infinito.
Estou me formando em Psicologia, e a última coisa saio de lá, é formada, e te digo: ainda bem!

18 de fevereiro de 2013

"Parece mesmo alegria" (Nelson) - Reflexões sobre meu primeiro dia como Educadora Infantil



Assista esse video, sob os riscos de mudar seus paradigmas sobre a educação e o aprender.


Eis que hoje, justo hoje, me deparo com esse video, indicado por uma grande amiga. Ouvir essas palavras, ouvir José Pacheco (Escola da Ponte, se você não conhece, conheça!), depois de hoje, me faz movimentar, e sentir muitas coisas boas e ruins ao mesmo tempo. Sabe as tais borboletas no estômago? Elas deram as caras por aqui. É estranho e bom.
Tenho alguns problemas com desafios, eles acabam sempre me assustando à primeira vista, às vezes me fazendo pensar que eu não dou conta de superá-los. Mas ao mesmo tempo, esses tais desafios me movimentam, me fazem pensar que este lugar não está bom e que eu preciso fazer alguma coisa pra mudar para um lugar em que eu me sinta mais confortável comigo mesma. Atender às minhas expectativas é mais difícil do que qualquer outra coisa, meu grau de exigência comigo mesma beira o inacreditável. Sei que preciso pegar mais leve, que estamos aí pra aprender o tempo todo e principalmente desaprender. Mas até isso se aprende, né? Eu ei de aprender a desaprender mais!
Mas assistir esse video, me fez pensar o que eu tenho nas mãos agora, e sobre a oportunidade que estou tendo de fazer diferente. Vou dizer que o quefazer (aquele de Paulo Freire mesmo) diferente, revolucionário e inovador na educação é muito difícil, se você deixar, o tradicional e convencional te engole à seco. A tal da práxis é muito mais difícil do que eu supunha, e agora que estou me colocando do outro lado eu vejo isso de uma forma muito mais clara. É difícil, mas lá no fundo eu sei que não é impossível. É trabalho de formiguinhas que carregam folhas pesadas a cada dia para ter uma recompensa no final da estação. Percebi que é exatamente isso! Se movimentando, se colocando em reflexão a cada momento e se perguntando "que educação eu quero oferecer a essas crianças?"
E assim se segue, a cada dia e revendo tudo o que foi feito para se fazer diferente e melhor no dia seguinte. Aprendendo e desaprendendo o tempo inteiro, porque  "Desaprender 24 horas por dia ensina princípios" já dizia grande Manoel. Sei que foi só o primeiro dia, mas já foi um começo, um começo para fazer diferente. José Pacheco, meu querido, quero te levar comigo.
E assim como o Nelson, eu sinto uma coisa, parece alegria.
Meu primeiro dia oficialmente como educadora infantil, meus primeiros desafios na educação, minhas primeiras oportunidades de "desfazer o normal" no melhor estilo Manoel de Barros. Que assim seja. Amém!


Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard.
(The Scientist, ColdPlay)

27 de janeiro de 2013

"Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? "

Eu, particularmente, não acredito que seja possível receber uma notícia como essa da tragédia em Santa Maria - RS e não ser interpelado por um grande sentimento de tristeza, compaixão e tristeza.
O título deste post é uma frase que não é originalmente minha, mas que a fiz minha, assim que a li pela primeira vez. 
Quem não morreu em Santa Maria hoje?
Tal tragédia nos atravessa com tamanha intensidade por que, no fundo, sabemos que poderia ser qualquer um de nós ou de nossos familiares a estar nessa terrível estatística de morte que não pára de aumentar. Poderia ser eu, poderia ser você, poderia ser seu irmão, irmã, primos, filhos, amigos. Mas por algum motivo não foi nenhum de nós, foram eles. Eles que eu nem conheço, mas sinto como se fossem irmãos. Como se fosse eu.
Eu, que me incluo na categoria de "jovem" e "universitária", que invariavelmente poderia estar numa festa como esta, em uma boate, aproveitando a noite numa festa com os amigos. Eu, que da forma que me conheço, sei que estaria ali, na beira do palco para curtir a música da forma mais intensa possível. Eu que, quase nunca me preocupei com essas questões de incêndio das vezes que fui em boates. 
Não há formas de não pensar que poderia ser qualquer um de nós. E digo qualquer um de nós, por que sabemos bem das condições de fiscalização das boates e casas noturnas. Todas com a mesma característica arquitetônica: fechada, quase sem ventilação com a função de isolar o som, com as entradas e saídas pequenas e estreitas. Boates estas, pouco fiscalizadas pelas autoridades, onde os aparatos para incêndio são os mínimos exigidos e aos quais não oferecem quase nenhum tipo de cuidado e informação para que, em caso de necessidade, as pessoas possam se proteger ou reagir de forma segura.
Tragédias como essas acontecem, chocam e inicialmente paralisam. Mas de certa forma, algum tempo depois colocam a sociedade em movimento.  Colocam para pensar. Pensar nas condições desses locais que tem como função maior oferecer diversão àqueles que a procuram, mas será que oferecem segurança? Colocam as autoridades em alerta para que outras como estas não voltem a acontecer. Fatalidades fatais.
O que é mais triste, e muitas vezes revoltante, é que é necessário tragédias como estas acontecerem, onde mais de 250 pessoas precisam morrer, para que as pessoas se conscientizem desses perigos e tomem atitudes. É preciso uma tragédia como essas para acordar um país (literalmente), e fazê-lo pensar na dor da morte de tantas famílias, e de tantas outras que não tem/tiveram a mesma visibilidade. Afinal, não é difícil pensar que esse tipo de tragédia acontece com mais frequência do que podemos supor, mas que, por serem de uma proporção infinitamente menor, nem chegam aos nossos ouvidos. Quantas famílias já sofreram, sofrem e ainda vão sofrer por situações que poderia ter sido evitadas?
E a pergunta que fica acaba sendo: A culpa é de quem? É culpa de alguém? Podemos ditar culpados numa tragédia dessa proporção? Podemos deixar de apontar culpados? E esses "culpados" seriam quem? Apenas do segurança que, sem saber direito o que estava acontecendo, cumpria sua função exigida, de não deixarem as pessoas sair sem apresentar as comandas pagas, correndo o risco de perder o emprego (caso fosse um trote, para o azar dele e de todos, não era), sendo que tem gente muito maior por trás disso tudo? Sendo que existem negligências muito maiores encobertas nas cinzas que o fogo deixou? 
E enquanto isso, centenas de famílias ainda ligam para os celulares nos bolsos de seus filhos, que estão estirados no chão de um ginásio por falta de espaço, sem resposta. Quem vai cuidar dessas pessoas? Em quem tais pessoas vão se ancorar?

Aproveito para compartilhar aqui uma imagem que está circulando no facebook, que solicita profissionais de saúde e da área psi, para ajudar com os famíliares das vitimas de Santa Maria. Se eu pudesse, eu com certeza já estaria lá.


Enfim, finalizo, portanto, com o texto do Fabrício Carpinejar que me inspirou a escrever, e que me ofereceu um título ao post de hoje.

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

24 de janeiro de 2013

Um milagre chamado Pôr do Sol....

Já dizia o poeta: "é a vida,  bonita e é bonita".


Pôr do Sol, é, na minha opinião a maior prova de que Deus de fato nos ama, e por isso nos presenteia a cada dia com uma paisagem maravilhosa. E a de hoje foi daquelas de tirar o fôlego.
E são essas bonitezas diárias que a vida nos oferece é que são os verdadeiros milagres.
Correr, com vento batendo na cara, ouvindo músicas que te resgatam para diversos lugares a cada uma que toca, sentir o cheiro de mato, terra molhada e eucalipto. Se eu não fosse (quase) psicóloga ousaria dizer: terapia pra quê? Na verdade, eu acho que eu ouso dizer isso sim. Afinal, com uma natureza dessas todos os dias, é difícil de adoecer, né não?
Isso é promoção de saúde! Vistas como estas não respondem por outro nome que não "saúde" minha gente.
E eu só posso agradecer aos céus, aos búzios, oxalás e orixás por ter o privilégio de apreciar tais paisagens quando elas passam por mim. Na verdade, elas não passam por mim, em mim elas imprimem. Imprimem uma sensação de liberdade, beleza e estética.
Eu realmente sinto muito pelas pessoas que se deixam apenas passar  sem se deixarem ser tocados pela leveza que estas belezas exalam.
Dizem que é a tal correria diária do mundo, acaba nos roubando os milagres.
Mas ,eu digo, só roubam quando permitimos.
Eu, simplesmente, não permito.

Por um mundo em que o pôr do sol passem menos pelas pessoas, e as toquem mais.



“Sol, quem tira a roupa da manhã e acende o mar”
(Manoel de Barros)
 

18 de janeiro de 2013

Eu tô ficando Velha, eu tô ficando Louca...

Porque no dia do meu 24º aniversário, meu blog não poderia passar em branco.  E não, não tenho nenhuma reflexão filosófica-existencial sobre minha vida nesse momento. Nesse momento eu só posso dizer que eu sou uma pessoa que gosta de envelhecer e ter o presente de fazer mais um ano de vida!

Assim sendo, deixo Mallu Magalhães dar seu recado por mim... =)


Velha e Louca

Mallu Magalhães

Pode falar que eu não ligo,
Agora, amigo,
Eu tô em outra,
Eu tô ficando velha,
Eu tô ficando louca.
Pode avisar qu'eu não vou,
Oh oh oh...
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada.
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.
Pode falar qu'eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.
Pode falar, não importa
O que tenho de torta,
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.
Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.