Alguns pensamentos
andam me cercando há alguns dias, dentre eles: Porque não fazer um blog?
E aí, como de costume, vieram as enxurradas de outras perguntas que, quase
sempre, acompanham minhas decisões (quando elas acontecem, é claro): Mas um
blog para quê? Escreveria o quê nele? E,
pensando sobre elas, aos poucos, fui tentando responder essas perguntas, e fui chegando
a algumas conclusões nem tão conclusas assim.
Atualmente, estou em um momento da minha vida, do qual
eu não previa, mas temia, (apesar de entender a necessidade e importância): a greve na educação que chegou à minha
universidade (assim como em outras 54 Universidades Federais do país.)
Digo que temia, pois, estando no lugar de uma universitária que terminava seu
penúltimo período do curso (sim, eu me formaria no final do ano), esta ideia me
parecia bastante assustadora, mas agora, de alguma forma, já superei isso,
aceitei e apoiei a causa e agora luto e espero (do verbo esperançar de Paulo Freire) que tudo se resolva da
melhor forma possível.
Enfim, estando eu, nesta circunstância, ultimamente
tenho tido mais “tempo” para ler certas coisas que eu acabava deixando de lado,
por não ter tempo hábil para ler, dentre as enxurradas de atividades acadêmicas
ao longo dos semestres letivos. Entre estas leituras, encontram-se: outros blogs,
textos acadêmicos e não acadêmicos, tirinhas, poesias e livros diversos que, no
momento, vão de Adriana Falcão a Paulo Freire, com intervalos para algumas
leituras virtuais de Manoel de Barros.
Logo, a partir destas leituras e algumas situações
cotidianas, tenho refletido, divagado e dialogado com diversos temas que têm me
dado vontade de falar mais sobre eles, e até então eu não tinha um espaço
específico para isso (já que minhas redes sociais já não eram suficientes), foi
então daí que começou a surgir a idéia: por que não um blog? Afinal, este seria
um bom espaço para exercitar a minha escrita, organizar meus pensamentos e
falar de coisas que me derem vontade.
Mas aí me veio um fantasma que, acredito eu,
acompanha muitos blogueiros (ou não, vai ver isso é neura minha mesmo): a exposição.
Será que consigo lidar com ela? Será que vai ser “tudo bem” para mim escrever
coisas que o mundo (exagerada, sempre!) poderá ler, me julgar e criticar
(positiva ou negativamente)? Acredite, isso não costuma ser nada tranquilo para uma
pessoa que costuma se importar até demais com a opinião alheia sobre si, mas
sendo eu, alguém que também está seriamente
disposta a mudar esta situação, talvez um blog fosse um bom começo. Então
decidi, aqui está ele.
Portanto, com decisão tomada e blog feito, creio que devo
esclarecer algumas cositas para quem
sentir vontade de lê-lo, como, por exemplo, neste blog não haverá muitas
regularidades, será sempre um blog em construção (assim como sua dona e seu sub
título), sendo assim, não prometo temas, dilemas ou conclusões específicas. Falarei,
ou melhor, escreverei por aqui o que me der na telha e, quando me der na telha, isso é uma informação importante, pois,
apesar do blog se chamar “devaneiosmeusdecadadia” isso não pretende ser uma
regra, assim como meus próprios devaneios não são.
Acontece não quero me sentir presa a uma ferramenta
que estou criando para devaneios, divagações e diálogos recorrentes entre mim e
o mundo, conforme eles vão acontecendo. Não quero me sentir presa a algo que
estou criando como uma forma de libertação de mim mesma, da minha escrita e das
minhas ideias. Por isso, e somente por isso, que não prometo absolutamente nada
aqui.
Desta forma, pode ser que eu seja enfadonha me repetindo,
ou então mude de assunto de repente; posso fazer um post longo ou bem curtinho,
da mesma forma como posso postar apenas
uma imagem, poesia, música ou tirinha e não escrever nada sobre, apenas compartilhar. Este
será um blog livre e flexível.
Eu procuro um espaço para diálogos, exposições de ideias,
coisas interessantes que eu encontro e ache interessante falar sobre. Por isso
este blog. Por isso meu blog. Por
isso caro leitor, quero que seja muito bem vindo a este blog, e que sejam bem
vindas também suas idéias em relação a ele e ao que eu trouxer para cá. E assim
caminharemos, conforme os ventos me levarem (e eu o levar também).
Muito prazer, meu nome é Laena =)
Nota 2: Sobre o título do blog:
Significado de Devaneio
s.m.
Ação ou efeito de devanear.
Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens:
passar as horas em devaneio.
Resultado de sonhos, quimeras, fantasias, ficções.
- é isto :)