Assista esse video, sob os riscos de mudar seus paradigmas sobre a educação e o aprender.
Eis que hoje, justo hoje, me deparo com esse video, indicado por uma grande amiga. Ouvir essas palavras, ouvir José Pacheco (Escola da Ponte, se você não conhece, conheça!), depois de hoje, me faz movimentar, e sentir muitas coisas boas e ruins ao mesmo tempo. Sabe as tais borboletas no estômago? Elas deram as caras por aqui. É estranho e bom.
Tenho alguns problemas com desafios, eles acabam sempre me assustando à primeira vista, às vezes me fazendo pensar que eu não dou conta de superá-los. Mas ao mesmo tempo, esses tais desafios me movimentam, me fazem pensar que este lugar não está bom e que eu preciso fazer alguma coisa pra mudar para um lugar em que eu me sinta mais confortável comigo mesma. Atender às minhas expectativas é mais difícil do que qualquer outra coisa, meu grau de exigência comigo mesma beira o inacreditável. Sei que preciso pegar mais leve, que estamos aí pra aprender o tempo todo e principalmente desaprender. Mas até isso se aprende, né? Eu ei de aprender a desaprender mais!
Mas assistir esse video, me fez pensar o que eu tenho nas mãos agora, e sobre a oportunidade que estou tendo de fazer diferente. Vou dizer que o quefazer (aquele de Paulo Freire mesmo) diferente, revolucionário e inovador na educação é muito difícil, se você deixar, o tradicional e convencional te engole à seco. A tal da práxis é muito mais difícil do que eu supunha, e agora que estou me colocando do outro lado eu vejo isso de uma forma muito mais clara. É difícil, mas lá no fundo eu sei que não é impossível. É trabalho de formiguinhas que carregam folhas pesadas a cada dia para ter uma recompensa no final da estação. Percebi que é exatamente isso! Se movimentando, se colocando em reflexão a cada momento e se perguntando "que educação eu quero oferecer a essas crianças?"
E assim se segue, a cada dia e revendo tudo o que foi feito para se fazer diferente e melhor no dia seguinte. Aprendendo e desaprendendo o tempo inteiro, porque "Desaprender 24 horas por dia ensina princípios" já dizia grande Manoel. Sei que foi só o primeiro dia, mas já foi um começo, um começo para fazer diferente. José Pacheco, meu querido, quero te levar comigo.
E assim como o Nelson, eu sinto uma coisa, parece alegria.
Meu primeiro dia oficialmente como educadora infantil, meus primeiros desafios na educação, minhas primeiras oportunidades de "desfazer o normal" no melhor estilo Manoel de Barros. Que assim seja. Amém!