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17 de abril de 2013

Sobre essa história de se "formar"...

Esse negócio de se formar é uma coisa estranha. Começando pela palavra "formatura" que sugere de imediato que quem se "forma" sai pronto de universidade, sai formado.
Acho que mais do que formar, minha vontade maior é de transformar. Sair do lugar do comum, transver realidades, desfazer o normal, duvidar de tudo que é certo e desafinar o coro dos contentes.
Essa história de formar me faz ficar com uma sensação estranha, uma mistura de sentimentos, medo, alegria, ansiedade, estranheza, insegurança... tudo junto e bem misturado, tão misturado que eu nem sei te contar em que intensidade eu sinto o quê.
Hoje eu saio com a sensação de não saber pra onde ir, e pra onde quer que eu vá, o que fazer lá? Será que eu sei fazer? Será que eu sei ser essa tal de "psicóloga" que eu vou carregar junto do meu nome a partir de agora? E que psicóloga é essa que vou ser? Será que conseguirei, depois de "formada", transformar?
Perguntas que rodeiam em meus pensamentos a ponto de me deixar zonza.
Mas ao mesmo tempo, considerando toda a dialética que a vida tem, apesar da angústia da dúvida, tem também as delícias do "não saber" que movimenta, tira do lugar, faz buscar. E que assim seja, pois é disso que preciso na minha busca incessante pelo transformar.
Portanto, saio sabendo que ainda tenho muito o que aprender, e que não, a universidade não me formou, mas deu um bom empurrão para esse meu vir a ser  profissional... um "se formar" infinito.
Estou me formando em Psicologia, e a última coisa saio de lá, é formada, e te digo: ainda bem!